SUCRE Reserva Carmenère 2009 (Chile)

Caros,

já fazem alguns dias que venho querendo degustar e escrever sobre este vinho especificamente. Uma das razões, que é na verdade um motivo de orgulho, é o fato de ser um vinho chileno com alma brasileira. O Sucre é produzido pela Tunquen Wines, dos brasileiros Marcos Attilio & Angela Mochi. Venho trocando alguns emails com Angela há duas semanas.

Mora aqui um sentimento de admiração, misturado com um sonho de vários amantes do vinho que é o de arranjar um pedaço de terra e começar a cultivar suas vinhas e desenvolver seus vinhos. É um processo exaustivo mas, acredito, recompensador. Angela e Marcos têm conseguido êxito nesse caminho e o Sucre Reserva é a prova.

Vamos lá… falar do vinho!

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Primeiro a garrafa e rótulo. Gostei muito do design no rótulo com respingos de tinta em alto relevo e um poema de Carlos Covarrubias
” Dicen que las estrellas del sur rugen de día, hablan de noche, gimen al amanecer.
Dicen que esperan, que ansian, que siempre están atentas al amor de los hombres.
Cuentan que solo de ahí les nace el fulgor y el brillo.
La esperanza es fresca, la sorpresa tímida, nosotros incautos como las alas de la risa;
Tu matinal desplegando las fragancias de la noche brava.”

Visualmente é um vinho de cor intensa bem violáceo. Demonstrando-se ainda jovem.

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O vinho carrega aromas de ameixa, um pouco de torrefação, couro e madeira (notas do descanso em carvalho)… posso arriscar um fundo de banana também. Deixei que ele respirasse alguns minutos e os aromas se pronunciaram mais intensamente.
Na boca, o vinho apresenta corpo médio, mas deixa uma boa adstringência. Os aromas se confirmam e é possível perceber até um pouco de pimenta, bem leve.
É um vinho de 13,5% mas que se demonstra bem alcólico. Eu gosto dessa característica, mas pode não atrair a todos.

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Tive a oportunidade de tomar o vinho com uma massa que preparei. Um talharim ao molho bolonhesa tradicional, com carne picada, cenoura, cebola, alho e molho de tomate. O resultado da dupla foi muito bom. O alcool do vinho se quebra na força do molho com a carne e a cenoura equiliba o time. Recomendo esse prato com esse vinho e depois posso passar a receita.
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Foi uma bela experiência, acho que o vinho tem potencial e evoluirá em breve. Vou provar os outros da linha SUCRE Reserva e mando notícias.
O vinho custou R$34,00 na Super Adega.

Abraços e até breve.
Se puderem dar uma curtida na página do facebook… é http://www.facebook.com/blogyvino

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Será que estou pagando o preço certo?!

Dedico esse post a um detalhe desagradável e recorrente no universo dos vinhos aqui no Brasil. A discrepância de  preços. Muitas vezes, nos supermercados as variações de preço de uma mesma garrafa podem ser absurdas e abusivas.

Não pude deixar de notar esse fator que já me incomodava, mas que aqui comprovo com clareza. O que peço é um pouco de atenção e talvez uma pesquisa rápida em seu computador ou smartphone antes de adquirir um vinho em alguns supermercados. Não fique “bitolado”, aproveite as ofertas e oportunidades. Mas atenção!

Vai aqui um exemplo que pude comprovar essa semana. O vinho em questão é o Emiliana Carménère. Um vinho simples bem indicado para o dia-a-dia. Havia comprado uma garrafa esses dias em um supermercado (Big Box) por R$16,90… bem em conta! Na semana seguinte, passei no supermercado que costumo frequentar semanalmente (Pão de Açúcar) e vi a mesma garrafa por R$51,90… o primeiro pensamento que vem a cabeça é: “Poxa, o vinho estava barato no outro supermercado, deveria ter comprado logo uma caixa”. É uma pena, mas isso não é verdade. O preço praticado lá estava bom, mas apenas um pouco abaixo do valor de mercado.
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Enfim… aquilo passou, mas ficou uma nuvem na minha cabeça e a seguinte questão: “Por que essa variação tão alta de preço? O que justifica isso? Impostos? Importadores? Lucro?”

Ontem fui até a Super Adega (um dos melhores lugares para se comprar vinho em Brasília) e vi o nosso Emiliana Carménère por R$18,90 (16,50 se comprar uma caixa com 6). Esse é o preço justo, honesto.

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O problema aqui é que os desavisados podem acabar comprando um vinho na faixa dos 50 reais, o que já sobe um pouco o nível, achando fazer uma boa escolha e compra. Mas na verdade, estão comprando um vinho de 18 e pagando o triplo do valor. Um pena… poderíamos utilizar essa diferença de 32 reais para comprar outro vinho ou alguns queijos para acompanhar.

Para completar com um último detalhe, outro vinho que gosto muito, o Emiliana Adobe Carménère (orgânico), também aparece na primeira foto custando R$84,90. Comprei uma garrafa no Chile por 2.500 pesos (Aprox. R$10,00) Será que as taxas de importação são assim tão altas ou tem alguém aí querendo ganhar um extra em cima dos “trouxas” (desculpe o termo, mas é como nos sentimos)?! Esse mesmo vinho custa cerca de R$30,00 na Super Adega. Recomendo!

Fique atento!!!